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Campus Party tem robôs, tecnologia educacional e até balada

CHARLES NISZ

Nem só computadores, robôs e blogs tomam a atenção dos participantes da Campus Party Brasil. Quando a música soou nas caixas de som no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, dezenas se juntaram para dançar e se divertir. Sem cigarro ou bebida, registre-se.

Adultos, jovens e até crianças brincaram num "carnaval geek" embalado por música eletrônica e por fantasias e perucas. Ainda assim, foi difícil convencer alguns dos campuseiros a sair da frente do computador.

Talvez porque acreditem que é mais interessante continuar blogando, pesquisando sobre robôs ou usando o computador para aprimorar conteúdos educacionais. Isso depois de um dia cheio de robôs, educação e uma palestra sobre planetários.

Robótica

Um robô criado por alunos de uma escola secundária de Guarulhos foi vencedor de uma competição nacional e agora vai enfrentar os rivais estrangeiros numa competição na Califórnia.

Clique e confira o vídeo

O que ele faz de tão especial? "Apanha e ergue bolas de tênis a uma altura de 30 centímetros do chão", conta Vinícius Vinhaes. O rapaz de 16 anos é um dos integrantes da equipe que criou e montou o robô.

Programar a engenhoca foi a parte mais difícil. "Os organizadores do desafio nacional divulgam a tarefa a ser executada pelo robô na ultima hora", diz Vinhaes. A produção do aparelho levou apenas cinco semanas, um desafio para a habilidade desses estudantes.
Apanhadores de bolinhas, goleiros e lutadores de sumo. Atualmente, esses robozinhos fazem quase tudo e hoje começaram os preparativos para os campeonatos que acontecerão no sábado.

Blogando para ensinar

Simultaneamente, na área de blogs, acontecia a palestra "Blogando para ensinar". É a aposta na tecnologia como ferramenta para transformar a forma de aprender.

Plataformas de blogs, podcasts, listas de discussão, enciclopédias on-line e webcam são os recursos usados por esses professores "plugados" para dar aulas e mesmo trocar experiências pedagógicas.

"A possibilidade de trocar informações com professores de outras culturas e outro ambiente acadêmico/educacional é inestimável", diz a professora Bárbara Dieu, professora de inglês do colégio paulistano Liceu Pasteur.

"Com as novas tecnologias, o aluno fica mais independente e o conteúdo das aulas, mais especializado", segundo Dieu. É um duro golpe na visão tradicional de educação. "Não adianta usar a tecnologia e manter o formato tradicional de aula. O ensino não pode ser vertical e homogêneo", alerta.

Olhando para o céu

Quais as estrelas povoam o céu de São Paulo? A poluição é uma das maiores vilãs na observação do céu. Para contornar esse problema, você pode apelar para o planetário da capital paulista.

"Simular o céu da cidade e de outros lugares é a justificativa para a existência do planetário de São Paulo", diz Fernando Nascimento, diretor do Planetário. A palestra sobre os bastidores de um planetário foi um dos pontos altos da área de Astronomia na Campus Party.

Entre os principais visitantes do planetário, estão alunos e professores do ensino médio e fundamental. Para essas pessoas, é a oportunidade de ter contato com teorias e disciplinas apresentadas na sala de aula.

A obtenção de recursos é a principal dificuldade enfrentada para a manutenção desses espaços. "Para exibir o céu, são usadas fibras óticas e computadores bastante potentes para realizar os cálculos astronômicos", diz Nascimento.

 

Fonte: Portal UOL Tecnologia

 

 
 

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