O ministro da Educação, Fernando
Haddad, disse nesta quarta-feira que o governo espera aprovar até abril,
no Congresso, o piso salarial do magistério para professores sem curso
superior (R$ 950). O piso nacional foi proposto pelo governo no Projeto
de Lei 619/2007, enviado à Câmara em abril do ano passado.
O projeto tramita apensado ao
Projeto de Lei 7431/2006, de autoria do senador Cristovam Buarque
(PDT-DF). Os dois textos já foram aprovados, por meio de um
substitutivo, nas comissões de Educação e de Trabalho e Serviço Público
da Câmara.
"Esperamos vê-lo aprovado até
abril. Mas o piso não resolve, é preciso aprovar uma segunda lei, que é
a lei de diretrizes e carreira", afirmou Haddad, em entrevista à rede de
rádios parceiras da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
"Temos que chamar todos os entes
federativos para reforçar o projeto pedagógico, é preciso monitorar os
resultados tendo como meta a qualidade do ensino. Em educação não se
colhe os frutos em meses, mas em anos."
O ministro citou o Chile como
exemplo por conduzir sua reforma educacional em 15 anos e hoje já ocupar
posição de destaque mundial em termos de qualidade no ensino. Haddad
ressaltou o papel reformulador do Plano de Desenvolvimento da Educação,
que tem por objetivo levar todos os programas da pasta a todos os níveis
de ensino.
"Antes, por exemplo, alunos de
ensino médio não tinham coleção de livros didáticos à disposição. Agora,
vão ter. A educação superior será expandida. Seja com cursos de educação
a distância, como é o caso da Universidade Aberta do Brasil, com
programas de bolsas como o ProUni, o Fies Solidário, o ReUni, que é a
expansão das universidades federais."